Os parlamentares franceses devem aprovar, nesta terça-feira (21), um projeto de lei que proíbe o acesso às redes sociais por menores de 15 anos. A medida coloca a França na vanguarda dessa iniciativa na União Europeia.
O texto foi aprovado por ampla maioria no Senado, com 243 votos a favor e dois contra. Espera-se que ele também seja aprovado na Assembleia Nacional, depois que os parlamentares chegaram a um acordo na segunda-feira sobre o mecanismo para aplicar a proibição.
Isso abriria caminho para a França se juntar ao número crescente de países que estão adotando medidas para restringir o acesso às redes sociais, em meio a alertas frequentes sobre seus efeitos nocivos para menores.
“Se você tiver menos de 15 anos, sua conta será encerrada”, explicou a ministra delegada para o Setor Digital, Anne Le Hénanff. O presidente Emmanuel Macron quer transformar a proteção dos menores nas redes sociais e a regulamentação do tempo diante das telas em uma marca de seu segundo mandato, que termina em maio de 2027.
A proibição será implementada em duas etapas. A partir de 1º de setembro, quando os alunos retornarem às aulas, menores de 15 anos não poderão criar novas contas. Em janeiro de 2027, a restrição passará a valer também para as contas já existentes.
Antes da votação, Le Hénanff afirmou que o cronograma é realista, “porque já existem ferramentas de verificação de idade” e outras estão em desenvolvimento. A responsabilidade de cumprir a norma caberá às plataformas. O texto também prevê a proibição do uso de celulares nos liceus, como já ocorre nas escolas de ensino fundamental.
A pressão sobre os políticos europeus para agir aumentou desde que a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir o acesso às redes sociais por menores de 16 anos. O Reino Unido também aprovou uma medida semelhante, que entrará em vigor no início de 2027. Na semana passada, a Comissão Europeia anunciou que estuda estabelecer um acesso “progressivo e gradual” de crianças e adolescentes às plataformas digitais.
Messi e a economia argentina
Em outra notícia, o jogador Lionel Messi afirmou que os argentinos não chegam com dinheiro ao “fim do mês”. A declaração ocorreu antes da final da Copa e gerou resposta do presidente Javier Milei. A fala do atleta repercutiu no debate sobre a situação econômica do país.
