14/06/2026
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Empate com Marrocos expõe erros de Ancelotti; Vini Jr salva

Empate com Marrocos expõe erros de Ancelotti; Vini Jr salva

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, com um empate de 1 a 1 contra Marrocos, confirmou o que já era evidente nos amistosos preparatórios. O Brasil ainda é um time em construção, e a principal conclusão após o jogo é que o técnico Carlo Ancelotti insistiu por tempo demais em uma base que já havia mostrado que não funcionava.

Os testes contra Panamá e Egito já haviam revelado problemas de organização, dificuldade de criação e pouca intensidade. Mesmo assim, o treinador manteve praticamente a mesma estrutura para a estreia. O resultado foi um primeiro tempo em que o Brasil foi dominado por um Marrocos organizado e disciplinado taticamente.

A seleção brasileira passou boa parte dos primeiros 45 minutos correndo atrás da bola. O gol marroquino surgiu de uma falha coletiva. Em um contra-ataque simples, Marquinhos e Gabriel Magalhães hesitaram na marcação, permitindo que o atacante adversário avançasse livre para finalizar.

O prejuízo poderia ter sido maior. Marrocos continuou encontrando espaços e criou outras oportunidades. O Brasil só conseguiu reagir graças ao talento individual de Vinícius Júnior. O atacante marcou um belo gol e foi praticamente o único jogador brasileiro capaz de desequilibrar a defesa marroquina.

No segundo tempo, Ancelotti finalmente mexeu na equipe. A saída de Ibanez, improvisado na lateral-direita, e de Casemiro trouxe mais equilíbrio ao time. Os dois já estavam amarelados e acumulavam problemas de posicionamento.

Outros jogadores passaram despercebidos. Raphinha teve uma atuação apagada e chegou ao intervalo sem participar efetivamente das jogadas ofensivas. Igor Thiago, escalado como centroavante, não conseguiu finalizar com perigo.

Na prática, o Brasil jogou o primeiro tempo com três ou quatro atletas abaixo do necessário para uma estreia de Copa do Mundo. Com as substituições, a equipe passou a controlar a posse de bola, criou oportunidades e mostrou uma versão mais competitiva.

O empate deixa uma mensagem clara. O Brasil ainda tem potencial para crescer, mas a partida revelou que problemas identificados nos amistosos continuam sem solução. A boa notícia é que a reação mostrou caminhos. A má notícia é que Carlo Ancelotti precisou de 45 minutos para enxergar algo que os amistosos já haviam escancarado.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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