O capitão da seleção escocesa, Andy Robertson, revelou uma forma incomum de preparação para a volta da Escócia à Copa do Mundo. O jogador organizou uma partida do jogo “Traitors” (Traidores) para o grupo durante o período de concentração nos Estados Unidos.
O jogo, que envolve identificar “fiéis” e “traidores” no grupo, foi uma estratégia para passar o tempo e integrar os jogadores. Robertson não revelou quem foram os traidores ou fiéis no elenco.
“Não é fácil ficar longe da sua família, dos seus filhos. Foi algo para tentar tirar as pessoas dos quartos, dar voz aos mais quietos e também aos jogadores mais novos”, explicou o jogador de 32 anos. “Essas foram as ideias por trás disso.”
O jogador do Liverpool disse que a atividade já havia sido feita antes e foi repetida para ajudar a tornar o tempo de espera mais curto. “Você só quer que o primeiro jogo chegue. Isso, junto com outras coisas, ajudou a acelerar o tempo.”
A Escócia enfrenta o Haiti no sábado, em Boston, na estreia da Copa do Mundo de 2026. Esta é a primeira partida do time no torneio desde 1998.
Para o jogo, a Escócia contará com o meia Scott McTominay. O jogador ficou fora do treino de quinta-feira por causa de um problema estomacal, mas voltou ao campo na sexta-feira. O técnico Steve Clarke afirmou que o jogador do Napoli está em condição “perfeita”.
Clarke, porém, evitou colocar McTominay como principal nome do time. “Tenho 26 superestrelas aqui. Colocar muito peso em cima de uma pessoa não é justo”, disse o treinador de 62 anos. “Tudo nos últimos sete anos foi sobre o grupo, o time, todos juntos.”
O técnico também pediu cautela ao analisar o Haiti, que ocupa a 83ª posição no ranking mundial. “É importante respeitar o adversário. Acompanhamos o Haiti de perto nos últimos seis meses, desde o sorteio dos grupos”, afirmou Clarke. “Eles têm jogadores muito dinâmicos, especialmente no ataque, então temos que ter cuidado.”
