A administração Trump afirma que o fluxo de petróleo já voltou ao normal. No entanto, há um problema: os dados de tráfego no Estreito de Ormuz contradizem essa versão oficial.
De acordo com informações publicadas pela CNN em 12 de agosto de 2026, a passagem de navios petroleiros pela região ainda não atingiu os níveis anteriores à crise com o Irã. A avaliação é de que, embora o governo americano insista na normalidade, o movimento real de embarcações segue abaixo do esperado para o período.
Na prática, o escoamento do óleo bruto pelo estreito, que é a rota mais sensível do mercado global de energia, ainda enfrenta dificuldades logísticas e de segurança. A divergência entre o discurso político e os números operacionais gera apreensão entre analistas e investidores.
Enquanto isso, a Bloomberg publicou uma análise no dia 13 de agosto afirmando que, para o mercado de petróleo, o Estreito de Ormuz não está fechado. O texto aponta que, apesar das tensões, as operações continuam acontecendo, ainda que em ritmo reduzido.
Já a Fox News divulgou um vídeo mostrando que o fluxo de óleo no estreito se reduziu a um fio d’água em meio ao conflito com o Irã. As imagens reforçam o cenário de cautela, com embarcações enfrentando risco iminente na principal via de exportação da região.
O movimento de navios é monitorado de perto por agências internacionais, que apontam uma queda considerável no número de petroleiros entrando e saindo do golfo. Empresas de navegação têm evitado a área ou cobrado prêmios de risco mais altos, o que encarece o frete e impacta os preços globais do barril.
A situação no estreito segue como um dos principais pontos de atenção para o comércio mundial de energia, com o mercado dividido entre a leitura oficial e os dados práticos de tráfego marítimo.
