28/07/2026
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Rede pública do DF orienta atendimento e tratamento do câncer de mama

Rede pública do DF orienta atendimento e tratamento do câncer de mama

A rede pública de saúde do Distrito Federal estabeleceu um fluxo de atendimento para mulheres com suspeita ou diagnóstico de câncer de mama. O processo começa na unidade básica de saúde (UBS), passa por mamografia, consulta com mastologista, biópsia e, por fim, o tratamento.

O diagnóstico precoce é visto como a principal forma de aumentar as chances de sucesso contra a doença. A porta de entrada é a UBS mais perto da casa da paciente. Mulheres de 40 a 75 anos, seguindo a diretriz do Instituto Nacional de Câncer (Inca), devem ir à unidade mesmo sem apresentar sintomas.

Os sinais de alerta incluem nódulo palpável, alterações na pele da mama, saída de secreção pelo mamilo, mudança no formato ou tamanho da mama, inchaço na axila, inversão do mamilo e dor mamária. O câncer de mama também pode atingir homens, embora seja raro. Dados do Inca mostram que 1% dos pacientes são do sexo masculino.

Na UBS, o médico pede a mamografia de rastreamento. O exame é feito nos hospitais da rede ou pelo projeto Peito Aberto, uma parceria com o Laboratório Sabin que amplia as vagas e agiliza a entrega dos laudos. Os locais que realizam o exame são: Hospital Regional de Sobradinho (HRS), Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Hospital da Região Leste (HRL), Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu), Hospital Regional de Samambaia (HRSam), Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Hospital Regional do Gama (HRG), Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT) e Hospital Regional de Ceilândia (HRC).

Se a mamografia mostrar alteração ou houver suspeita clínica na UBS, a paciente é encaminhada para uma consulta prioritária com mastologista em um hospital regional. O prazo médio para essa consulta é inferior a 30 dias. Durante o atendimento, o especialista pode fazer a biópsia no próprio consultório se o nódulo for palpável. Caso contrário, o procedimento é agendado em uma unidade de radiologia, guiado por imagem, como mamografia, ecografia ou ressonância.

Com a confirmação do diagnóstico, o tratamento começa de forma imediata. O plano terapêutico é definido para cada paciente e pode começar com cirurgia ou sessões de quimioterapia, dependendo do estágio do tumor e das condições da paciente. A equipe médica faz o acompanhamento integral durante todo o processo.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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