O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta terça-feira, 11, e o metal segue acima do nível de US$ 4.400 a onça-troy. O avanço nas duas primeiras sessões da semana acontece mesmo com a valorização do petróleo, que vinha pressionando o ativo nos últimos meses. A atenção dos investidores está voltada para as perspectivas do Federal Reserve (Fed), principalmente com a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, marcada para quarta-feira, 12.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou com alta de 0,48%, a US$ 4.441,1 por onça-troy. Já a prata para setembro recuou 0,52%, para US$ 64,935 por onça-troy.
Nos últimos meses, a relação entre o ouro e o petróleo foi majoritariamente negativa. Isso porque a alta do petróleo elevou as apostas de aumento das taxas de juros pelo Fed. Nesta semana, porém, o cenário se mostra diferente.
De acordo com o Commerzbank, apesar da valorização do petróleo, as expectativas para as taxas de juros subiram pouco e seguem abaixo dos níveis vistos antes da divulgação, na última sexta-feira, dos dados fracos do mercado de trabalho americano.
O ouro também tem recebido apoio dos investidores de ETFs. Levantamento da Bloomberg mostra entradas líquidas de 14,5 toneladas em ETFs de ouro nos últimos quatro pregões.
Dados do Conselho Mundial do Ouro (WGC) indicam que os ETFs globais de ouro tiveram entradas líquidas de 23,5 toneladas em julho. Nos dois meses anteriores, as participações desses fundos haviam caído 92,5 toneladas no total. O WGC atribui essas entradas à correção nas ações de tecnologia, ao interesse de compra por causa dos preços mais baixos do ouro, às incertezas sobre o Fed e às tensões entre os EUA e o Irã.
O Commerzbank, por sua vez, diz que vê a alta recente com cautela. O banco avalia que é improvável que as expectativas de taxas de juros se descolem do movimento do petróleo de forma duradoura.
