O veterano meio-pesado Duško “Thunder” Todorović chega à semana de luta em Belgrado ciente da importância do momento. Com mais de uma década de carreira, construída passo a passo desde eventos regionais até o UFC, o sérvio se prepara para sua 11ª apresentação no octógono. Ele enfrenta Robert Valentin no card principal do primeiro evento do UFC na Sérvia, marcado para o dia 1º de agosto de 2026, na Belgrade Arena.
Todorović admite que nunca imaginou lutar em casa em um evento tão grande. “Quando comecei a treinar e competir profissionalmente, não posso dizer que imaginava que o UFC viria para cá e que eu estaria no card principal. É incrível”, disse.
A caminhada até este momento teve obstáculos. Ele estava escalado para lutar antes, mas uma lesão no joelho, que já o incomodava, sofreu uma recaída. O problema adiou seu retorno, mas, para ele, o tempo de recuperação foi positivo. “Acredito que tudo aconteceu da melhor forma. Consegui me curar 100% e tive um ótimo camp. Estar no card principal do primeiro UFC na Sérvia, acho que tudo funcionou como deveria”, afirmou.
A luta também marca o início de um novo contrato. Todorović assinou um acordo de quatro lutas com o UFC perto do seu aniversário e encara este combate como o começo de um novo capítulo. “Foi um ótimo presente de aniversário. Esta é a primeira luta do meu contrato de quatro lutas, o primeiro evento do UFC na Sérvia. Tudo indica uma vitória. Vou dar o meu melhor para vencer, porque não vejo outra opção”, disse.
Sobre o adversário, o sérvio mostra respeito. “Ele é um cara que você não pode subestimar. Estou 100% focado nele. Ele é completo. Não diria que é só striker ou só grappler. Ele faz tudo bem, e acredito que essa seja a força dele. Mas eu e minha equipe nos preparamos muito bem e acredito que tenho as ferramentas para fazer o trabalho”, completou.
Além da luta, Todorović destaca o crescimento do MMA na Sérvia. “Futebol é o número um aqui, depois basquete, e depois MMA. Mas futebol e basquete já estão no limite. O MMA ainda está crescendo”, disse. Ele acredita que os efeitos do evento serão sentidos nos próximos anos. “Acho que só depois de 1º de agosto vamos ver os efeitos. Talvez não depois de um evento, mas em um ou dois anos, acredito que o MMA pode estar no mesmo nível do futebol e do basquete.”
A procura por ingressos foi enorme. “Os ingressos esgotaram em cerca de 20 minutos. Todo mundo me manda mensagem tentando conseguir ingresso, mas não funciona assim”, contou. Ele espera que a atmosfera na arena impressione os executivos do UFC e os fãs ao redor do mundo, lembrando a fama das torcidas sérvias no futebol e no basquete. Quando a porta do cage fechar, porém, a ideia é tratar a noite como qualquer outra luta. “Vou tentar olhar para isso como qualquer outra luta e manter o foco no oponente. Depois da luta, deixo tudo entrar”, finalizou.
