Arábia Saudita, Paquistão e Turquia vão assinar nesta sexta-feira (7) um acordo de defesa, conforme informaram à AFP fontes ligadas ao Exército e ao governo saudita. As potências regionais buscam fortalecer os laços de segurança em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã, que envolve os países do Golfo e afeta o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho.
O príncipe herdeiro saudita, o presidente turco e o primeiro-ministro paquistanês vão se reunir em Jedá, na Arábia Saudita. “O tema vinha sendo discutido há muito tempo, mas os acontecimentos recentes na região aceleraram o processo”, disse à AFP a fonte ligada ao Exército.
Uma segunda fonte, vinculada ao governo saudita, confirmou que o acordo entre os três países sunitas será assinado amanhã. “Embora ocorra em um contexto de tensão crescente no Golfo, a visita terá uma importância que vai além da crise imediata e das considerações a curto prazo”, destacou hoje a chancelaria do Paquistão.
Os três países são alvo de meses de especulações sobre uma possível aliança estratégica. O Paquistão busca mediar os esforços pelo fim da guerra no Oriente Médio e a Turquia tem um papel diplomático-chave nas negociações para encerrar o conflito na Faixa de Gaza.
Riade e Islamabad já haviam anunciado um acordo de defesa conjunto para 2025, uma medida que chamou a atenção, uma vez que o Paquistão é o único país muçulmano que conta com armas nucleares. A assinatura do acordo ocorre em um momento de escalada na região, com o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho sendo diretamente afetado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
A reunião em Jedá marca um movimento coordenado entre os três países para alinhar suas posições de segurança. O Paquistão, que mantém um histórico de mediação em conflitos regionais, busca ampliar sua influência diplomática. A Turquia, por sua vez, tem participado ativamente das negociações para encerrar a guerra na Faixa de Gaza, um dos focos de tensão no Oriente Médio.
O acordo entre as três nações sunitas deve reforçar a cooperação militar e de inteligência, além de sinalizar um posicionamento conjunto diante das ameaças à estabilidade regional. A expectativa é de que os detalhes do pacto sejam divulgados após a reunião de líderes em Jedá.
