15/08/2026
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Ana Paula Renault vira atração no SP2B e atrai fãs eufóricos

Ana Paula Renault vira atração no SP2B e atrai fãs eufóricos

A vencedora do Big Brother Brasil, Ana Paula Renault, atraiu uma multidão de fãs eufóricos para a sua mesa no festival SP2B, realizado nesta sexta-feira no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Horas antes do bate-papo, admiradores da jornalista já formavam uma longa fila para garantir os melhores lugares no palco Bespoke.

No encontro, Renault conversou com quatro empreendedores da moda: Daniela Lima, da Nega Lora Acessórios, Julia Maria, da Ser’Tão Encantado, Cristiano Bronzatto, da Louloux Shoes, e Juliana Detilio, da Fitlegs. A conversa mostrou como cada um aumentou suas vendas e o número de seguidores após a participação e o sucesso de Renault no reality show.

Bronzatto contou que um sapato de sua marca esgotou depois que a jornalista arremessou o modelo em outro participante durante o programa. Outras peças viralizaram sem precisar de briga, como um lenço da Ser’Tão Encantado que a sister usava no confinamento.

“A Globo pôs um holofote em cima de todos nós, eu me incluo”, disse Renault. “Mas se não fossem o talento e o trabalho muito árduo que vocês sempre praticaram, nada teria ido para frente ou alcançado esses números maravilhosos que vocês conseguiram.”

“Estou vestindo todas as marcas que vão estar aqui”, anunciou a ex-BBB ao pisar no palco, recebida com gritos eufóricos do público, algo que não tinha sido visto em outros painéis do festival. Ela também relembrou os apelidos que ganhou dos brothers, como “bruxa” e “feiticeira”, e as brigas que a tornaram um ícone da edição.

Relações humanas e geração Z

Mais cedo, a psicanalista Carol Tilkian, colunista do jornal, participou de um bate-papo com Juliana Sawaia, cientista e consultora, e Carol Romano, uma das fundadoras da Futuro, no espaço Beginning. Elas conversaram sobre as relações humanas na era contemporânea, abordando trabalho, amor e o vício em telas.

“A gente está se relacionando menos. As pessoas querem relações, mas não querem se relacionar”, afirmou Tilkian. “Existe um medo de não ser bom o suficiente para o outro. Estão trazendo a lógica produtiva para as relações pessoais.”

A psicanalista disse que, em uma época de canetinhas emagrecedoras, as pessoas também não querem “pesar” as relações, evitando desabafar sobre insatisfações, o que pode gerar problemas no futuro. Segundo ela, o vício em telas piora o cenário, pois aumenta a comparação e dificulta a concentração nas conversas.

No horário do almoço, o espaço Beyond lotou para um debate sobre a relação da geração Z com o mercado de trabalho. No palco estavam Mari Galindo, autora de “GenZ: A Geração Não Óbvia” e fundadora da Nice House, e Felipe Zanucci, executivo do LinkedIn. O painel discutiu os estereótipos associados aos nascidos entre 1995 e 2010, como a ideia de que seriam arrogantes e preguiçosos.

Galindo afirmou que essa percepção surge de um choque geracional sobre o que é negociável. Ela explicou que a geração Z adapta o esforço profissional ao contexto: “Vestir a camisa da empresa ganhando salário mínimo? Não, se o salário é mínimo, o esforço vai ser mínimo também.”

A escritora disse que os jovens migram de emprego com frequência porque não veem a permanência como sucesso, e que cargos de liderança não são o principal objetivo, pesando mais fatores como reconhecimento e remuneração. “A geração Z quer pagar as contas, não que o trabalho seja o centro da vida dela”, afirmou. Ela também criticou os estereótipos reducionistas, lembrando que mais de 25% da população brasileira é da geração Z e que, nas periferias, muitos começam a trabalhar cedo, sem opção de escolha.

O SP2B – São Paulo Beyond Business acontece todos os dias até 16 de agosto, no Parque Ibirapuera, com ingressos a partir de R$ 320 pela Ticketmaster.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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