03/08/2026
Jornal Capital»Notícias»PL lança candidaturas no DF com Flávio e ausência de Michelle

PL lança candidaturas no DF com Flávio e ausência de Michelle

PL lança candidaturas no DF com Flávio e ausência de Michelle

O Partido Liberal (PL) realizou sua convenção neste domingo (2), no Parque da Cidade, em Brasília, para oficializar as candidaturas no Distrito Federal. O evento tinha como objetivo lançar a candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado, mas a ex-primeira-dama não compareceu por ter sido hospitalizada. Ela segue sem participar de eventos públicos ao lado do enteado Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência com apoio do pai, Jair. Mesmo ausente, a candidatura dela ao Senado pelo DF está confirmada. A governadora e candidata à reeleição Celina Leão também esteve presente.

Flávio Bolsonaro chegou ao local às 19h e discursou para um público de pouco menos de duas mil pessoas. Em sua fala, voltou a defender a castração química para autores de crimes sexuais e a redução da maioridade penal para 14 anos. Ele também criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que os ministros “voltarão a respeitar a Constituição” em um eventual governo seu. “E vamos anistiar os presos do 8 de janeiro. O Distrito Federal vai ver Jair Bolsonaro em liberdade”, afirmou. O discurso durou menos de cinco minutos.

Celina Leão, ao discursar, contou que Bia Kicis lhe confidenciou que o primeiro voto para deputada distrital que registrou na urna foi nela. “Hoje, quero te recompensar esse voto”, disse, de mãos dadas com a deputada. O presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, acompanhava o evento da primeira fila, ao lado de Bia Kicis, candidata ao Senado, Thiago Manzoni, candidato à Câmara Federal, e de Alberto Fraga e Izalci Lucas, que também participaram da convenção do PSD que lançou José Roberto Arruda ao Palácio do Buriti. Em seus discursos, Izalci pediu votos para Flávio Bolsonaro, mesmo estando ao lado de Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência. Fraga falou em “grupo político”, mas sem citar o nome do candidato ao Planalto. A senadora Damares Alves não discursou, mas foi mencionada por Celina.

Os candidatos a deputados distritais mais aplaudidos foram André Kubitscheck e Joaquim Roriz Neto, ambos com sobrenomes tradicionais na política do DF. Durante os discursos, apoiadores uniformizados começaram a deixar o estacionamento 11 por volta das 18h45, esvaziando o local. A organização estimava um público de 5 mil pessoas, e cerca de 100 seguranças de duas empresas privadas foram contratados para o evento. Poucos deles, no entanto, acreditavam que a projeção seria alcançada. “No máximo, mil e quinhentas”, disse um segurança, sob reserva.

Discursos e contradições

Todos os 13 candidatos à Câmara dos Deputados e os 43 postulantes à Câmara Legislativa (CLDF) discursaram na convenção. Com tantas falas, houve posições contraditórias. Uma candidata da área da Saúde relatou os sofrimentos da crise sanitária da covid-19. Já Júlia Lucy, que busca voltar à política após quatro anos, disse que se orgulhava de participar da campanha em nome de Jair Bolsonaro, “o único que teve a coragem de falar a verdade sobre a farsa da pandemia”.

Helder Oliveira se apresentou como “ex-travesti”, afirmou ter sido salvo “pelo pastor Sóstenes Cavalcanti e por Nikolas Ferreira” e se colocou como contraponto a Erika Hilton (PSOL). Isac Hille, que se intitulou “o candidato da juventude”, usou seu tempo de fala para lembrar 2023. “O único pré-candidato réu pelo dia 8 [de janeiro], preso por lutar pelo meu país”, discursou. Edna Borges, que se identificou como “presa política”, declarou que teve, pela primeira vez, permissão para sair de casa aos fins de semana.

Uma das últimas a discursar foi a deputada e candidata ao Senado Bia Kicis. Ela prometeu “impeachment dos ministros do STF que não cumprirem a Constituição”. “Vamos libertar Jair Messias Bolsonaro e os presos do 8 de janeiro”, disse, e pediu que os apoiadores “vão sem medo”.

Avatar photo

Sobre o autor: Sofia Almeida

Ver todos os posts →
Índice de conteúdo