20/03/2026
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Pedro Henrique processa Ana Maria Braga e Globo

Pedro Henrique Espíndola, ex-participante do BBB 26, entrou com uma ação na Justiça do Paraná contra a Globo. Ele deixou o reality show após um episódio de assédio envolvendo a colega Jordana.

No processo, ele pede 4,2 milhões de reais em indenização por quebra de contrato, danos morais e materiais. Também solicita a anulação da rescisão com o programa. A ação faz acusações contra a apresentadora Ana Maria Braga.

Um dos pontos da petição cita uma fala de Ana Maria no programa Mais Você, exibido após a saída do ex-brother. Ao dizer que “não teria o desprazer de entrevistar Pedro”, ela teria, segundo a defesa, “legitimado o ódio e potencializado a execração social” contra ele.

Os advogados argumentam que a declaração vai além de uma opinião pessoal, por ter sido feita em um programa da emissora. Eles afirmam que isso configurou uma manifestação de caráter institucional, sem apuração definitiva dos fatos ou garantia de direito de resposta.

O documento também menciona outro comentário da apresentadora, desta vez sobre Ana Paula Remault. A defesa reproduz um trecho que diz: “Agora, além de ‘juíza’, como fez com Pedro, estimula violência gratuita”.

O texto do processo ainda menciona: “Causa espanto maior vindo de uma senhora, predadora de homens mais novos reconhecida nacionalmente por tal conduta, pregar tanta moral e agir desta maneira”. Na ocasião citada, Ana Maria Braga afirmou que “se estivesse lá bateria nessa Ana Paula”.

Apesar das críticas direcionadas à apresentadora, Pedro Henrique não pretende processá-la individualmente. A defesa sustenta que a responsabilidade deve recair sobre a Globo, incluindo Ana Maria Braga como responsável solidária no polo passivo da ação.

O processo foi movido na Justiça do Paraná e é um dos desdobramentos polêmicos do BBB 26. O caso continua em andamento e a Globo ainda deve se manifestar oficialmente sobre as acusações.

Reality shows como o Big Brother Brasil frequentemente geram debates sobre a responsabilidade das emissoras e a exposição dos participantes. Contratos, cláusulas de confidencialidade e os limites da opinião de apresentadores em programas vinculados às redes são temas comuns nessas disputas judiciais.

A cobertura da mídia sobre saídas polêmicas de participantes pode influenciar a percepção pública e, por vezes, se torna parte do embate jurídico. Especialistas em direito da comunicação costumam analisar esses casos sob a ótica do direito de resposta e dos danos morais.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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