A distrital Paula Belmonte, que disputa o governo do Distrito Federal pelo PSDB, admite que mantém negociações com o grupo do ex-interventor Ricardo Cappelli, do PSB. Ela afirma que tem tempo para esperar uma definição sobre a aliança.
Paula acredita que já tem condições de fechar, pelos tucanos, as chapas proporcionais para deputados federais e distritais. Ainda sem um vice, ela espera uma decisão do ex-senador José Antonio Reguffe.
Reguffe não disputou a reeleição, mas pode tentar retornar em uma coligação entre o Solidariedade (SD), partido que controla em Brasília, e o PSDB de Paula.
Aliados de Cappelli apostam na falta de capilaridade tanto do SD quanto dos tucanos. Pelos cálculos do grupo, o PSB conseguirá eleger ao menos um deputado federal, talvez dois, além de ter chapa forte para a Câmara Legislativa. Já os eventuais aliados, acreditam, terão dificuldades até para atingir o quociente eleitoral.
Em um sinal de que as conversas avançam, o ex-senador Reguffe compareceu nesta terça-feira, 23, à festa de aniversário de 53 anos de Paula Belmonte. A comemoração foi um almoço surpresa no Instituto Arthur Moreno Paro Belmonte, na Vila Planalto.
A celebração reuniu familiares, amigos, apoiadores, alunos e colaboradores em um mini-arraiá, com direito a galinhada. Na chegada, Paula foi surpreendida pelos filhos, que vieram da escola para participar.
Do lado de fora, no muro da sede do Instituto, o artista plástico Julimar Santos fazia um grafite. A obra retratava crianças com livros nas mãos e a frase “Conectando sonhos, criando futuros”. Paula e os filhos participaram da pintura e escreveram juntos, na camiseta de um dos personagens, o nome “Arthur”.
A homenagem faz referência ao filho de Paula, que faleceu há 12 anos e dá nome ao Instituto. Hoje, o espaço atende cerca de 300 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
