O deputado federal Júlio César Ribeiro (Republicanos) afirmou, em entrevista ao programa JBR Entrevista, que o esporte é um elemento transformador na sociedade. Durante a conversa, ele fez um balanço de sua trajetória política no Distrito Federal, destacando sua atuação na Secretaria de Esporte e a criação de leis que fortaleceram o esporte amador e profissional na capital.
O parlamentar também analisou o cenário eleitoral de 2026, detalhou a chapa do partido Republicanos, defendeu seu posicionamento político à direita e criticou a interferência do Poder Judiciário nas decisões do Congresso Nacional.
Júlio Cesar Ribeiro está em seu terceiro mandato. Ele começou a trajetória em Brasília em 2012 como Secretário de Esporte. Foi eleito deputado distrital em 2014, deputado federal em 2018 e reeleito em 2022. Suas principais bandeiras são a defesa da família e o esporte, além de atuar na área social e na defesa dos idosos.
Sobre o início do trabalho no esporte, ele disse que abriu as portas do gabinete para ouvir as pessoas. Percebeu que o foco era apenas o futebol e passou a incentivar outras modalidades, como as artes marciais. Ele afirmou que acabou com brigas institucionais entre federações e começou a valorizar o atleta.
O deputado citou o programa Compete Brasília, que começou como uma ideia na secretaria e foi transformado em lei na Câmara Legislativa. O projeto, que antes atendia cem atletas por ano, hoje atende mais de 5 mil anualmente. Ele também investiu no Bolsa Atleta e estendeu o benefício para a categoria Paralímpica.
No âmbito distrital, ele aprovou uma Lei de Incentivo ao Esporte local. A lei ficou quatro anos parada e foi regulamentada em 2023, quando ele assumiu novamente a Secretaria de Esporte. Grandes empresas, como BRB e Neoenergia, já estão investindo.
Júlio Cesar lembrou do atleta Caio Bonfim, que foi à sua sala na secretaria com os pais. Eles pediram ajuda e ele acreditou no potencial do jovem. Caio foi para as Olimpíadas, conquistou medalha e foi campeão mundial.
Ele também comentou sobre os Centros Olímpicos do DF. Eram três quando assumiu e hoje são 12, com o 13º em andamento no Paranoá. O projeto Futuro Campeão foi criado para formar atletas de alto rendimento, com treinadores especializados. Já colheu frutos no atletismo e nos saltos ornamentais.
O deputado afirmou que o esporte é uma ferramenta eficaz no combate à criminalidade e à ociosidade. Ele ajuda cerca de 60 instituições sem fins lucrativos por meio de emendas parlamentares. A exigência é que os jovens estejam matriculados na escola.
Ele lamentou que, dos oito deputados federais da bancada do DF, somente ele atue prioritariamente com essa bandeira. Disse que tem parceria com o deputado distrital Martins Machado, mas que gostaria de mais engajamento.
Júlio Cesar destacou um projeto de sua autoria aprovado no final do ano passado, referente à Lei de Incentivo ao Esporte Nacional. A nova legislação torna a lei perene, após o governo federal ter encerrado o ciclo anterior. Ele também foi relator do projeto que cria a Universidade do Esporte, que já foi aprovado na Câmara e está no Senado.
Sobre a convocação de Neymar para a Seleção, ele disse que a torcida brasileira desejava vê-lo convocado. Fez uma brincadeira sobre o técnico ter se esquecido de convocá-lo. Disse que Neymar agrega o grupo, mas lamentou que ele ainda não esteja em plenas condições físicas.
Preparação para 2026
O Republicanos se consolidou como um partido grande no cenário nacional. A meta para 2026 é ultrapassar 50 deputados federais. No DF, a meta é eleger dois ou três federais. O partido tem nomes fortes, como Fred Linhares e o próprio Júlio Cesar. Na Câmara Legislativa, a nominata inclui Martins Machado, Rodrigo Delmasso, Doutora Jane, Bispo Renato, Fernando Fernandez e Renata d’Aguiar. O partido busca eleger três distritais. Gustavo Rocha foi indicado para compor como vice na chapa da governadora Celina Leão.
Sobre a ameaça de racha entre o ex-governador Ibaneis e a governadora Celina, Júlio Cesar disse que os acontecimentos são recentes e que é preciso aguardar o desdobramento. Acredita que haverá bom senso e entendimento.
Ele avaliou o cenário de polarização no Congresso. Disse que imaginava que a polarização iria arrefecer, mas estava enganado. Afirmou que o Brasil sofre retrocessos sob a gestão do atual governo federal. Citou a rejeição de uma indicação presidencial pelo parlamento como um termômetro da rejeição. Disse que trabalha para eleger um presidente de direita.
Sobre a relação de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro na promoção do filme Dark Horse, Júlio Cesar disse que é preciso aguardar a apuração dos fatos. Afirmou que não conhece o produtor e que todos com envolvimento em irregularidades devem se explicar.
Ele criticou a suspensão da “Lei da Dosimetria” pelo STF. Disse que vê a suspensão de forma negativa e que o Judiciário interfere em prerrogativas do Congresso. Defendeu a autonomia legislativa e disse que a interferência judicial é prejudicial para a estabilidade institucional.
Sobre a disputa entre os Três Poderes após o 8 de janeiro, ele reiterou que há ingerência excessiva do Judiciário sobre o Legislativo. Disse que o Congresso também compartilha responsabilidade, quando partidos recorrem ao Judiciário para reverter decisões. Afirmou que é preciso um pacto de respeito mútuo às competências de cada Poder.
