19/06/2026
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Éder Militão reflete crise nas laterais do Brasil

O Brasil, pentacampeão mundial com laterais como Djalma Santos, Nilton Santos, Carlos Alberto, Cafu e Roberto Carlos, enfrenta raro momento de escassez na posição para a Copa de 2026. O técnico Carlo Ancelotti admite a dificuldade.

Em 1958, Nilton Santos fez um gol histórico contra a Áustria, mudando o papel dos laterais. Zagallo, ponta-esquerda, relembrou a jogada em 2013. Desde então, os laterais brasileiros tiveram grande destaque nas conquistas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.

Para o hexa em 2026, a situação é diferente. O zagueiro Éder Militão, que atuava como lateral direito no Real Madrid, passou por cirurgia na coxa esquerda e está fora da Copa. Ancelotti planejava usá-lo na posição.

As alternativas são limitadas. Wesley, 22, joga como ala esquerdo na Roma. Danilo, 34, hoje é zagueiro reserva no Flamengo. Ancelotti confirmou Danilo na lista de 26 jogadores, valorizando sua experiência e liderança. “Danilo é um jogador muito importante, não só em campo”, disse o italiano.

Outros convocados na direita foram Vanderson, 24, do Monaco, em recuperação de lesão, Paulo Henrique, 29, do Vasco, Vitinho, 26, do Botafogo, e Ibañez, 27, zagueiro do Al Ahli adaptável à lateral.

Na esquerda, os escolhidos devem ser Alex Sandro, 35, do Flamengo, e Douglas Santos, 32, do Zenit. Ancelotti confiava em Caio Henrique, 28, do Monaco, também lesionado. Testou ainda Carlos Augusto, 27, da Inter de Milão, Luciano Juba, 26, do Bahia, e Kaiki, 23, do Cruzeiro. Matheus Bidu, 26, do Corinthians, tem bom momento, mas não foi convocado antes.

A prioridade de Ancelotti é por laterais defensivamente sólidos, capazes de desarmar e iniciar contragolpes para atacantes como Vinicius Junior. A seleção não contará com nomes como Djalma Santos ou Nilton Santos para a Copa de 2026.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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