28/03/2026
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Coreia do Sul lança caça KF-21 de série

Enquanto a Embraer e a Saab mostravam o primeiro F-39 Gripen feito no Brasil, a Coreia do Sul dava um passo importante em seu programa de aviões de combate. O país revelou o primeiro caça KF-21 Boramae de produção em série, que deve começar a operar ainda este ano.

A apresentação oficial aconteceu na fábrica da Korea Aerospace Industries, a KAI, na cidade de Sacheon. O presidente Lee Jae Myung e outras autoridades estavam presentes. Em seu discurso, o presidente disse que o momento é simbólico, marcando a capacidade do país de proteger sua soberania no ar com meios próprios. O avião mostrado foi um modelo de dois assentos, com a matrícula 26-001.

Este marco ocorre pouco mais de três anos depois do primeiro voo do KF-21, que aconteceu em julho de 2022 com um protótipo. O programa, que custa cerca de US$ 12 bilhões, começou em 2016. Seu objetivo é substituir os antigos caças F-4 Phantom II e F-5 Tiger II da Força Aérea sul-coreana. O novo avião também vai se juntar à frota atual do país, que tem modelos como o F-15K Slam Eagle, o KF-16, o FA-50 Golden Eagle e o F-35 Lightning II.

A Força Aérea da República da Coreia é a primeira cliente, com uma encomenda de 40 aeronaves. A Indonésia também pretende comprar 16 unidades. A Indonésia é parceira no desenvolvimento do projeto e se comprometeu a financiar aproximadamente 20% dos custos. No entanto, atrasos nos pagamentos indonésios e a compra recente de outros caças geraram dúvidas sobre o futuro desse acordo.

A entrega do primeiro KF-21 de série é um passo na estratégia da Coreia do Sul de fortalecer sua indústria de defesa. O projeto foi desenvolvido localmente, o que consolida a capacidade industrial e tecnológica do país. Apesar disso, o avião usa alguns componentes estrangeiros, como motores e armamentos.

O design do KF-21 é inspirado em caças de quinta geração, como o F-22 Raptor. Nas primeiras versões, porém, as armas ficam carregadas externamente na fuselagem, o que reduz sua característica de ser difícil de detectar por radares. A fabricante KAI já planeja desenvolver versões futuras do caça. Essas novas variantes devem ter compartimentos internos para armas, o que vai aumentar seu nível de furtividade.

A Coreia do Sul segue um caminho parecido com o de outras nações que buscam maior independência na área de defesa. Desenvolver um caça nacional complexo exige anos de pesquisa, investimento pesado e domínio de tecnologia avançada. O programa KF-21 envolveu uma vasta rede de empresas e institutos de pesquisa sul-coreanos, testando a capacidade de inovação do país.

O sucesso na produção seriada do KF-21 pode abrir portas para exportações no futuro. Mercados na Ásia, Oriente Médio e outras regiões podem demonstrar interesse pelo caça, que oferece uma alternativa com tecnologia moderna. A entrada em serviço da aeronave será acompanhada de perto por especialistas militares e analistas de defesa de todo o mundo.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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