Nunca o torcedor brasileiro secou tanto uma seleção quanto secou a Argentina na final desta Copa do Mundo. Durante 120 minutos, milhões de brasileiros acompanharam a partida com um envolvimento emocional que raramente se viu diante de uma decisão sem a presença da seleção brasileira.
Não era um título do Brasil. Mas a vitória da Espanha foi comemorada por uma imensa parcela da torcida brasileira quase como um desabafo coletivo.
Existe uma minoria barulhenta que simpatiza com a Argentina e comemora suas conquistas. Mas a esmagadora maioria dos brasileiros queria ver a taça escapar das mãos dos maiores rivais.
Horas antes da partida, circulou nas redes sociais uma imagem de torcedores argentinos queimando a bandeira brasileira. Um episódio isolado não representa um povo inteiro, mas é simbólico.
Dentro de campo, a Espanha dominou do primeiro ao último minuto. Os espanhóis controlaram a bola, sufocaram a Argentina e fizeram da final uma demonstração de superioridade técnica.
A posse de bola espanhola superou os 70%. A Argentina ficou próxima dos 30%, índice raríssimo para uma seleção que disputava o título mundial. A Espanha terminou a partida com 25 finalizações. A Argentina finalizou uma única vez, já nos acréscimos da prorrogação.
Quem esperava o duelo entre Messi e Lamine Yamal viu outro protagonista. Rodri foi o dono da decisão. O volante espanhol comandou o meio-campo, recuperou bolas, distribuiu passes e controlou o ritmo do jogo.
A Espanha já havia demonstrado força na semifinal, quando venceu a França por 2 a 0. Na final, foi ainda mais dominante.
O único responsável por manter a Argentina viva foi Emiliano Martínez. Dibu fez grandes defesas e adiou um desfecho que parecia inevitável. Se a decisão fosse para os pênaltis, poderia produzir uma das maiores injustiças da história das Copas.
Desta vez, o futebol premiou quem mais jogou. A Espanha conquistou um título merecido, depois de dominar completamente a final. O Brasil, que passou 120 minutos secando a Argentina, comemorou a derrota dos rivais.
O presidente Donald Trump estava no estádio e foi vaiado por 80 mil pessoas. Após o apito final, houve briga entre os jogadores.
