A reação do técnico Carlo Ancelotti durante a vitória do Brasil contra o Japão na última segunda-feira gerou debate nas redes sociais. Enquanto todos ao seu redor comemoraram o gol da virada no último minuto, o italiano permaneceu contido. No gol de empate, ele também não demonstrou muita emoção. O comportamento chamou a atenção do torcedor brasileiro, que lotou as redes sociais com questionamentos. Muitos acharam a reação estranha, outros afirmaram que ele é frio por ser europeu, e alguns apostaram em um temperamento fleumático como explicação.
Segundo a análise, postura, silêncio, olhar e timing também comunicam liderança. O comportamento de Ancelotti ilustra um princípio da inteligência emocional: equilíbrio emocional não significa ausência de emoção, mas domínio sobre ela. Para o técnico da seleção brasileira, a vitória já era certeza. Em entrevista exclusiva, Ancelotti afirmou que não sofreu como o torcedor porque sabia que seu time estava forte. “Eu sofri menos, porque estava confiante”, disse. Ele acrescentou que, no futebol, “o sofrimento é normal”.
A serenidade de Ancelotti tem uma explicação psicológica: controle da situação. O autocontrole em momentos de pressão é o diferencial dos grandes líderes. A inteligência emocional não é sobre ser indiferente ou não sentir, mas sobre escolher o que demonstrar. Ancelotti pode ter causado estranheza em muitos torcedores, mas a repercussão final foi a de que ele foi impecável. O italiano impôs respeito não pelas emoções que não entregou, mas pelo resultado que trouxe nos momentos decisivos.
Ancelotti talvez estivesse cobrando aquilo com que muitos brasileiros têm mais dificuldade: a gestão das emoções. Para cobrar isso, precisava ser exemplo. A liderança não se mede pela entrega emocional, mas pelo resultado, e ele entregou o esperado.
