14/03/2026
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CSN tem prejuízo de R$ 721 mi no 4º trimestre

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou um prejuízo líquido de R$ 721,2 milhões no quarto trimestre de 2025. O valor representa uma ampliação de mais de oito vezes em relação ao prejuízo de R$ 84,9 milhões apurado no mesmo período de 2024.

No acumulado de todo o ano de 2025, o prejuízo líquido da empresa ficou em R$ 1,50 bilhão. Em comparação com o ano anterior, quando o prejuízo foi de R$ 1,53 bilhão, houve uma leve queda de 2%.

A companhia explicou que o resultado negativo do trimestre foi impactado pela ociosidade operacional e por perdas de estoque. Esses problemas estão relacionados à parada de um alto-forno durante o período.

Em relação ao desempenho anual, a empresa afirmou que a pequena variação no prejuízo líquido reflete uma melhora operacional nos segmentos de mineração e logística. No entanto, essa melhora foi compensada pelos efeitos não recorrentes citados, como a parada do equipamento.

Os dados foram divulgados na noite de quarta-feira (11). De acordo com as demonstrações financeiras, a receita líquida no último trimestre de 2025 foi de R$ 11,4 bilhões. O número é 5,2% menor que os R$ 12,0 bilhões registrados no quarto trimestre de 2024.

Considerando o ano completo de 2025, a receita líquida alcançou R$ 44,7 bilhões. O valor representa um crescimento de 2,5% sobre os R$ 43,6 bilhões apurados em 2024.

O indicador Ebitda, que mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou em R$ 1,52 bilhão no quarto trimestre. O resultado significa um recuo de 32,5% sobre o Ebitda de R$ 2,2 bilhões do mesmo trimestre do ano anterior.

No acumulado do ano, o Ebitda da CSN totalizou R$ 8,7 bilhões. O desempenho representa um avanço de 10,4% em comparação com os R$ 7,9 bilhões registrados em 2024.

O setor siderúrgico tem enfrentado desafios relacionados a custos operacionais e à demanda por produtos de aço. A parada programada ou não programada de altos-fornos, como a ocorrida na CSN, gera impactos financeiros imediatos devido à interrupção da produção e à desvalorização de estoques.

Apesar dos prejuízos trimestrais, a evolução dos números anuais de receita e Ebitda mostra uma recuperação em algumas áreas do negócio. A performance da mineração, segmento menos dependente do ciclo industrial doméstico, tem sido um fator de equilíbrio para os resultados das grandes siderúrgicas integradas.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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